segunda-feira, 25 de maio de 2009
Pouco
Andei sem me importar, sem me importar se está frio ou calor, se sentia fome ou sede, já andei sem me importar com que eu pensava e muito menos pro resto do mundo, sem me importar se estava feliz ou não, lutei incansavelmente sangrando sem me importar se estava sentindo dor, já paguei o preço que fosse por uma coisa sem pensar se ela valia ou não, e joquei tudo pro alto por pouco, mudei e nasci denovo tentando fazer de mim uma pessoa que seria melhor, as coisas que acreditava já não eram mais tão importantes, fiquei surda para o resto do mundo, não enxergava mais com os olhos só com o coração e assim me abandonei eu já não era mais importante pra mim, nada era tão importante assim, afinal eu estava me tornando algo que seria melhor... e então depois de ter abandonado tudo percebi que tinha me entregado, estava leve, senti uma brisa que se tornou forte, tão forte que tentei me segurar mas não tinha mais forças agarrei nos móveis, em cada pedaço de alvenaria, havia as paredes da casa onde tentei me agarrar mas o vento era tão forte que arrastou tudo comigo e me jogou no chão, cada vez que tentava me levantar era jogada novamente ao chão, o vento foi violento me jogou longe de tudo que lutei, eu e tudo que era meu se distruiu em pedaços, em pedaços tão pequenos que se tornaram nada e assim permaneu durante algum tempo, foi quando percebi que poderia ver algo ainda tentei enxergar, olhei em direção a sombra de tudo aquilo que eu vive e levei o golpe final, o tapa na cara atingiu a única parte que havia conseguido proteger, foi na alma e me levou a morte, morri naquele momento... Foi preciso morrer pra nascer outra vez, como uma butterfly.
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